Campo Largo reforça plano de prevenção e resposta a eventos climáticos severos
A Prefeitura de Campo Largo reforça as ações de prevenção e preparação para eventos climáticos severos, diante das previsões relacionadas ao El Niño 2026/2027. O planejamento considera riscos de chuvas intensas, tempestades, vendavais, granizo, alagamentos, enxurradas, elevação dos níveis de rios e córregos e deslizamentos de terra.
O trabalho envolve a Secretaria Municipal de Ordem Pública, por meio da Defesa Civil, a Guarda Municipal, outras secretarias municipais e o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), em articulação com os órgãos estaduais de monitoramento e resposta a emergências.
A estratégia inclui o acompanhamento de áreas de risco, a preparação de equipes, a organização de procedimentos de emergência, a orientação dos moradores e a estruturação de medidas de atendimento às famílias que possam ser atingidas.
PLANEJAMENTO E MAPEAMENTO DE ÁREAS DE RISCO
Em 2026, o município avançou na elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que reúne diagnósticos técnicos e propostas para reduzir vulnerabilidades. O trabalho também incluiu oficinas comunitárias em diferentes regiões, com a apresentação dos estudos e a participação de moradores que relataram situações de alagamentos, enchentes e deslizamentos.
Campo Largo conta ainda com o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PLANCON), que estabelece procedimentos e responsabilidades para a atuação dos órgãos públicos diante de desastres naturais e tecnológicos.
O documento organiza as ações desde o monitoramento de situações de risco até a emissão de alertas, o socorro, a evacuação de áreas, o acolhimento da população e a recuperação dos locais atingidos.
O plano está integrado à Lei Municipal nº 4.049, de 6 de agosto de 2026, que institui a Política Municipal de Proteção e Defesa Civil, organiza o sistema municipal e cria o Fundo Municipal de Proteção e Defesa Civil.
Entre as regiões consideradas para monitoramento estão Campina, Jardim Itaqui, Jardim Lise, Loteamento Santa Ana, Jardim Social, Bateias, Rondinha, Dona Fina, Cercadinho, Vila Cilka, Centro, Três Rios e Jardim Carmela.
A ativação dos procedimentos de contingência pode ocorrer conforme a evolução do risco, considerando alertas meteorológicos, elevação dos níveis dos rios, indícios de movimentos de massa e ocorrências que possam deixar pessoas desalojadas ou desabrigadas.
Para o secretário municipal de Ordem Pública, João Aparecido de Freitas, a preparação antecipada é essencial para reduzir os impactos das emergências.
“A Defesa Civil trabalha para prevenir, planejar, proteger e salvar. Isso significa que precisamos estar preparados antes que o evento aconteça, com planejamento, monitoramento, equipes capacitadas e integração entre todos os órgãos envolvidos”, afirma.
GUARDA MUNICIPAL E CORPO DE BOMBEIROS ATUAM EM CONJUNTO
A estrutura de resposta também conta com a Guarda Municipal. Em agosto, a Prefeitura iniciou a formação de 28 novos guardas, que, após concluírem a preparação, deverão ampliar o efetivo operacional da corporação.
Servidores capacitados e voluntários também podem ser mobilizados em situações emergenciais para auxiliar no isolamento de áreas, na orientação da população, no apoio logístico e no atendimento inicial.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná atua em conjunto com a Defesa Civil e os demais órgãos envolvidos. Segundo o capitão Guilherme Tosato, a preparação para eventos climáticos severos exige planejamento, integração e treinamento permanente.
“O planejamento, o conhecimento das áreas de risco, a integração entre Prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais instituições e o treinamento das equipes são fundamentais para que, no momento em que uma emergência aconteça, todos saibam exatamente o que fazer”, destaca.
De acordo com o capitão, as equipes mantêm atenção às áreas vulneráveis a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. O trabalho também pode contar com recursos tecnológicos, como drones, informações de monitoramento meteorológico e apoio de unidades especializadas em ocorrências de maior complexidade.
DEFESA CIVIL ORIENTA COMO AGIR EM SITUAÇÕES DE RISCO
Além da atuação dos órgãos públicos, a prevenção depende dos cuidados adotados pelos moradores, especialmente durante períodos de alerta meteorológico.
Entre as principais orientações estão:
- Evitar rios, cachoeiras e trilhas durante períodos de instabilidade climática.
- Sair imediatamente da água e procurar um local seguro ao perceber o aumento rápido da vazão de rios e córregos.
- Não tentar atravessar áreas alagadas, mesmo que a água pareça pouco profunda.
- Durante tempestades e vendavais, procurar abrigo e manter distância de árvores, postes, janelas e estruturas que possam cair.
- Manter calhas e sistemas de drenagem desobstruídos e evitar o descarte de resíduos em ruas, rios e córregos.
- Não se aproximar de árvores caídas ou fios elétricos no chão.
- Respeitar as orientações de evacuação e não retornar a áreas isoladas sem autorização das equipes responsáveis.
A Prefeitura também recomenda que os moradores acompanhem os comunicados dos órgãos oficiais e evitem compartilhar informações não verificadas durante situações de emergência.
Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193, em situações que exigem resposta emergencial, como resgates, alagamentos graves, enxurradas e outras ocorrências com risco imediato.
RECUPERAÇÃO TAMBÉM FAZ PARTE DO PLANEJAMENTO
O trabalho da Defesa Civil não termina quando a emergência é controlada. O Plano de Contingência prevê a avaliação dos danos, a recuperação de serviços essenciais, o apoio às famílias desalojadas ou desabrigadas e o planejamento de medidas para reconstruir as áreas afetadas com mais segurança.
Em situações de emergência ou calamidade pública, o município também pode acionar estruturas estaduais para buscar apoio, recursos e ajuda humanitária às famílias atingidas.
A Prefeitura reforça que o planejamento antecipado, o monitoramento das áreas de atenção e a integração entre os órgãos públicos são fundamentais para reduzir riscos e proteger a população diante de eventos climáticos severos.

