Danilo Gentili critica “lacração” e compara caso da filha de Justus a condenação de Léo Lins
Durante o The Noite exibido nesta terça-feira (8/7), Danilo Gentili fez um desabafo que tomou boa parte do programa. O apresentador abordou a recente polêmica envolvendo Vicky, filha de cinco anos de Roberto Justus, que foi alvo de um comentário agressivo nas redes sociais. Gentili usou o episódio para criticar o que chamou de “monopólio da ofensa e da condenação”, destacando o contraste com a sentença que levou o humorista Léo Lins à prisão por piadas consideradas discriminatórias.
“Quando é um humorista fazendo piada num palco, com claro intuito de fazer as pessoas rirem, eles se revoltam, levam tudo ao pé da letra, pedem prisão. Quando é a turma deles defendendo execução, guilhotina, instigando ódio, inveja, aí é só uma metáfora”, disse Gentili. O apresentador fazia referência ao professor aposentado Marcos Dantas, da UFRJ, que escreveu “Só guilhotina” ao comentar uma foto da menina com uma bolsa avaliada em R$ 14 mil. Após a repercussão, o docente pediu desculpas.
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Gentili seguiu criticando o que chamou de seletividade: “Um comediante, num palco de teatro, conta uma piada e é condenado à prisão. Um professor universitário faz um discurso de ódio sério contra uma criança em ambiente público, sem animus jocandi nenhum, e fica por isso mesmo.”
O apresentador também aproveitou para retomar o debate sobre o politicamente correto. “Eu fui um dos primeiros caras que levantou a bola que desgraça era essa do politicamente correto e onde isso chegaria. Tô falando de uns 10, 15 anos atrás. Eu apanhei muito”, afirmou.
No encerramento do desabafo, mandou um recado direto ao mercado publicitário e ao entretenimento: “Ninguém mais cai nessa conversa cínica e mentirosa de lacração. Espero que o mercado publicitário e do entretenimento também pare de dar tanta moral pra esse discurso fingido e volte a ter conexão novamente com as pessoas nas ruas. As pessoas estão de saco cheio disso. As pessoas normais.”
Ao longo do programa, Gentili ainda ironizou o que classificou como “discurso de justiça social” que, segundo ele, só se aplica quando envolve adversários políticos. “Quando é um empresário usufruindo do próprio dinheiro conquistado com trabalho, geração de emprego, é desigualdade; quando é um político de estimação usufruindo do luxo com o seu dinheiro, aí ele merece”, comentou.
Fonte: Pardal Tech

