Votação de reforma de estatuto do Corinthians é adiada
A votação da reforma do estatuto do Corinthians foi adiada na noite desta segunda-feira (24). Após reunião entre os conselheiros no Parque São Jorge, ficou definido um cronograma de assembleias visando a melhora do anteprojeto apresentado.
Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Timão, apresentou um cronograma de audiências públicas visando novas mudanças no anteprojeto.
A ideia principal do adiamento é a “falta de debate” entre os conselheiros. As novas datas devem ser definidas ainda nesta segunda, em entrevista de Tuma.
Tópicos da reforma
Entre os tópicos contemplados pelo novo estatuto estão:
- Voto do Fiel Torcedor;
- Forma de eleição dos conselheiros (individual ou por chapa);
- Uso do cartão corporativo e inclusão de cláusulas pétreas;
- O presidente do Conselho também deve se reunir com sócios, torcidas organizadas e coletivos para ouvir sugestões sobre a divisão dos temas que irão à votação.
Detalhes do anteprojeto
No texto apresentado por Romeu Tuma Júnior, abre-se a possibilidade do Fiel Torcedor votar nas eleições presidenciais, desde que cumpra requisitos necessários.
O documento também aborda a chance de abertura do clube para uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Um ponto importante destacado no anteprojeto é que o Corinthians, obrigatoriamente, teria de manter pelo menos 51% do capital social da eventual SAF, além de receber 10% da receita líquida da empresa parceira.
Outra proposta também coloca na mesa a possibilidade de criação de novos cargos, como o de prefeito do Parque São Jorge.
De acordo com o parágrafo 2º do artigo 103-D, o prefeito seria nomeado pela diretoria do futebol, com aprovação do Conselho Deliberativo. O cargo exigiria formação superior ou técnica em área de gestão ou administração, e o ocupante não poderia ser elegível para qualquer posto no clube, a fim de evitar conflitos de natureza política.

