CPI da Pandemia: relatório final tem 81 pedidos de indiciamentos

A CPI da Pandemia vota nesta terça-feira (26) o relatório final do senador Renan Calheiros. Mais treze nomes foram incluídos, totalizando 81 indiciamentos. O último a ser incluído foi o do senador Luiz Carlos Heinze, que é membro da comissão. 

Ele apresentou um relatório alternativo em que defendeu ações do governo federal e disse que anexou estudos que comprovariam a eficácia de medicamentos do chamado kit covid, como ivermectina e hidroxicloroquina.

Renan Calheiros respondeu que iria incluir o parlamentar entre os indiciados por disseminar fake news. Também estão no relatório o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, responsabilizados pela crise sanitária no estado.

Dois requerimentos aprovados nesta terça-feira (26) pedem a retratação e a suspensão de acesso do presidente Jair Bolsonaro às redes sociais, por causa de uma declaração em que relaciona a vacina contra covid-19 à transmissão do vírus da Aids.

O relator incluiu no documento recomendação ao Tribunal de Contas da União para averiguar uma possível interferência política na Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS, no caso das diretrizes para tratamento ambulatorial de pacientes com covid-19.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) disse que a comissão serviu de contraponto às ações do governo. Para ele, a CPI conseguiu uma vacinação em massa no país. 

O senador Jorginho Mello (PL), por outro lado, criticou a atuação da CPI. Para ele, a comissão foi política.

Com a aprovação, o texto será encaminhado ao Poder Judiciário, para a Procuradoria-Geral da República, que fará a análise do material e vai decidir sobre a apresentação ou não de denúncias. O relatório ainda propõe projetos para combater notícias falsas, homenagear as vítimas da covid-19 e proteger os órfãos da doença, entre outros.

Fonte: Rádio Agência Nacional