Rádio Onda Livre FM passa por reformulação e está com um novo estilo

Desde o início do ano, a tradicional Rádio Onda Li­vre passou a ser Rádio Onda FM. Mas as mu­danças vão muito além do nome, ela está com uma nova cara e nova estrutura, com equipe e profissionais mais treinados e programação reformulada.

O slogan agora é: Música, diversão e atitude. A logo também foi mudada para deixá-la mais bonita e moderna. Investiram para melhorias no estúdio, na parte técnica, de software, treinamento com cada locutor. “A rádio hoje co­meçou do zero e está caminhando para chegar às mudan­ças ideais. Até a metade do mês de maio devem ser todas feitas”, explica Cristiano Munhoz, responsável pelas inova­ções na rádio.

“Hoje a rádio é a mais tradicional da cidade, genuina­mente campo-larguense e que fala para a população local, com muita música de sucesso, muita informação, notícia com repórter na rua, população participativa. Rádio de mui­tos prêmios, entrevistas, espaço para o bate-papo, a religio­sidade. Rádio que fala para o povo de Campo Largo, feita por profissionais do rádio há muitos anos e engajados para fazer uma rádio da comunidade, mas com linguagem e trabalho profissional. Hoje não perde para muitas rádios grandes que exis­tem por aí e os campo-larguen­ses devem se orgulhar de ter uma rádio como essa na cidade. Por isso pedimos para que as pesso­as participem e deem valor”, de­clara Cristiano.

Ele, que por muitos anos es­teve envolvido com grandes mú­sicos, como Luan Santana, relata que nesse início de ano voltou a vontade de estar dentro de uma emissora de rádio. “Uma vez ra­dialista a gente nunca deixa de ser”, completa. Foi chama­do para algumas consultorias e está atuando para algumas emissoras, entre elas a Rádio Onda FM – Fundação Nossa Senhora da Piedade.

O procuraram porque queriam uma inovação na rá­dio. Então, ele apresentou cronograma de alterações para dar um upgrade na programação, melhorar a imagem com o público. Realizaram uma pesquisa para entenderem para quem estavam falando e viram que o rumo na verdade es­tava errado. Reposicionaram o público, vão falar para quem está ouvindo a rádio e com isso mudaram a programação, atualizaram e hoje a rádio só toca sucessos nacionais, inter­nacionais, atuais ou flashbacks. “Não vão mais ouvir música que não seja sucesso na programação”, enfatiza.

Foram reposicionados os horários de locutores, deram mais horário para o Edi Moreno, levaram o Barbosa Filho que, segundo Cristiano, é um ícone do rádio na cidade, como tam­bém a Andressa Santos que hoje trabalha na Clube e tem uma voz marcante. Uma novidade é o Padre Agnaldo Mar­tins na programação e Cristiano explica que hoje o padre é uma referência religiosa na cidade e passou a ter um quadro diário. Inseriram programa de rock domingo à noite, que tem feito sucesso e incluíram notícias de hora em hora com repór­ter na rua e a cada 15 minutos uma informação geral. Além disso, estão focando na distribuição de prêmios, participação do ouvinte, enquetes, tudo que atraia o ouvinte para dentro da emissora. “Também mudamos a linguagem da rádio para aproximar o locutor do público”, conta.

Experiência de Cristiano Munhoz

Cristiano Munhoz é radialista desde 1995, quando ini­ciou na Rádio Difusora em Balsa Nova. De lá para cá pas­sou em importantes emissoras do Estado, como Clube FM, Caiobá FM e foi um dos criadores da Rede Massa de Rá­dio, na participação da construção do nome, formato, ideias e estilo de programação.

Já trabalhou em todos os setores em uma emissora, como programação, promocio­nal, vendas, comercial, apre­sentação e outros. “Buscando crescimento pessoal e pro­fissional comecei a trabalhar com artistas. Sempre via ar­tistas chegando na rádio, mas queria entender mais este ou­tro lado”, detalha ele, que co­meçou a trabalhar com Hugo Pena & Gabriel, dupla que alavancou sua carreira nes­te ramo de divulgação de mú­sicos, pois tiveram música na novela da Globo, música mais tocada no Brasil por seis me­ses e foi Cristiano que ajudou a gerenciar tudo isso. “Abriu muitas portas para trabalhar, inclusive no escritório do can­tor Luan Santana em 2010. Fui chamado para coordenar uma equipe de 18 divulgadores em que gerenciei toda divul­gação de rádio do artista para a América Latina. Eram mais de três mil emissoras”, lembra ele, que ficou por três anos neste trabalho, período em que teve a oportunidade de co­nhecer muitos formatos de rádios, muitas ideias, pessoas e profissionais nesse meio.

Quando o escritório do Luan Santana mudou de Lon­drina para São Paulo, decidiu não acompanhar e abriu a empresa Divulga Brasil. Com esse bom relacionamento, conseguiu novos clientes. Explica que o artista o contrata para lançar novas músicas, fazer tocar nas rádios, fazem es­sas negociações e viajam por todo o Paraná.